O litoral de Santa Catarina, sem dúvida algum, é um dos mais belos do Brasil. Este nosso passeio se transcorreu no litoral norte do Estado, num local denominada de Baía de Babitonga.

(www.saofranciscodosul.com.br)

 

 

A Baía de Babitonga situa-se na foz do Rio Palmital e nela se encontram duas importantes cidades: Joinville e a ilha de São Francisco do Sul.

 

São Francisco do Sul é a terceira cidade mais antiga do Brasil e completará 500 anos em 2004. Em 1504, uma expedição financiada por comerciantes franceses da Normadia, comandada por Binot Paulmier de Gonneville, desceu o Atlântico pelo litoral africano, mas perdeu a rota e acabou aportando em "terras desconhecidas".
Durante seis meses conviveram com os hospitaleiros índios Carijós. De volta para a França, Binot levou consigo o filho do Cacique, prometendo devolvê-lo no prazo de vinte luas, depois de ensinar-lhe o uso da artilharia. Para marcar a passagem desta expedição, Binot levantou uma cruz com os seguintes dizeres: "Aqui Binot Paulmier de Gonneville plantou este objeto sagrado, associando em paridade a tribo com a linhagem Normanda". O índio Iça-Mirim nunca mais voltou. Casou-se com uma parenta do capitão e teve quatorze filhos. A linguagem do amor é universal...

O acesso à ilha de São Francisco do Sul pode ser feito de duas formas:

- Por Joinville (acesso pelo Km 33 da BR 101), através de dois ferry-boats: um até a Villa da Glória (um bairro da cidade de São Francisco que fica no continente) e outro até São Francisco do Sul. Este trajeto é mais indicado se você quiser ficar nos hotéis e pousadas da Villa.

- Ou então, pela ponte do canal do Linguado, no trevo de Jaraguá do Sul pela BR 101, que chega direto à ilha.

 

Nós ficamos hospedados na Pousada Villa da Glória (pousadaviladagloria@terra.com.br) que tinha uma vista espetacular para a Baía. Ela fica situada dentro da mata atlântica, que neste ponto se encontra praticamente intacta.

 

 

 

Um dos passeio imperdíveis se faz com um barco (2 a 3 horas) pela Baía de Babitonga, que apresenta um conjunto de 24 ilhas, com um visual muito bonito.

 

Neste passeio, também é possível visitar o Porto de São Francisco do Sul, o 5° maior do Brasil e o melhor canal natural do sul do país.

Aportamos em São Francisco do Sul e fomos conhecer seu centro histórico, composto por 150 edifícios tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça teve sua construção iniciada em 1699 e sua argamassa é constituída por cal de concha, óleo de baleia e areia, que eram os materiais disponíveis na época.

 

 

Como se trata de uma ilha marítima, uma das preocupações dos colonizadores dizia respeito ao suprimento de água. 

Isto fez com que fossem construídas as "Cariocas" (denominação indígena para "bicas d'água) que abasteciam a antiga cidade com águas que eram coletadas no alto da montanha. Esta é a carioca da Rua Benjamin Constant (que foi restaurada em 1884) e apresenta azulejos portugueses.
 

Outra atração da cidade é o Museu Nacional do Mar (www.museunacionaldomar.com.br) primeiro do gênero no Brasil. Lá é possível conhecer um pouco da cultura ligada ao mar, através da exposição de instrumentos, modelos de barcos e sobre a história da navegação no mundo.

 

 

No entanto, a sala do Amyr Klink foi um dos pontos altos da visita. O barco "Parati" utilizado pelo Amyr Klink (www.amyrklink.com.br) na 1ª Travessia a Reno do Atlântico Sul se encontra exposto. Outros objetos utilizados na "Expedição Antartida" também podem ser vistos, inclusive algumas amostras da ração alimentícia que ele levou e que foi desenvolvida pela equipe de pesquisadores da Nutrimental, a qual a Cláudia fazia parte. 

 

Foi muita emoção para ela ver uma parte de seu trabalho profissional exposta em um Museu Nacional!!!

 

Voltamos para Curitiba, pelo litoral, numa estrada de terra (em condições razoáveis de tráfego) até a cidade de Itapoá. Lá se encontra uma reserva particular (dos mesmos proprietários da Pousada Villa da Glória) que visa a conservação de um dos últimos refúgios de mata atlântica costeira. 

A Reserva Volta Velha possui 1.000 hectares de mata com muitas bromélias e uma trilha de fácil acesso, ideal para quem curte andar no mato. Leve repelente, porque os mosquitos se reproduzem com abundância no interior das bromélias!!!

 

É uma pena que num paraíso deste se permita a instalação de uma indústria metalúrgica. Esperamos que os dejetos sejam adequadamente tratados antes de lançados ao mar...

 

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