A região norte da Itália é mais desenvolvida que a região sul. Um dos motivos disso é a sua melhor articulação com o restante da Europa.  Seu desenvolvimento econômico também é mais marcante que na região sul. Muitas das marcas famosas do mundo: Fiat, Pirelli, Parmalat e Barilla têm sua sede nesta região. Mas nem por isso, o sul deixa de ser tão bonito e atraente que o norte.

Dentre as diversas regiões, visitamos as conhecidas: Veneto (http://turismo.regione.veneto.it) onde ficam as cidades de Verona, Pádua e Veneza; e a Emilia Romagna (www.emiliaromagnaturismo.it onde fica a cidade de Parma.

 

O extremo norte da Itália é contornado pela cadeia dos Alpes, sendo que a região mais oriental recebe o nome de Alpes Dolomíticos. Esta parte dos Alpes foi formada a partir de coral mineralizado. Neste ponto, as montanhas sofreram a ação fortemente erosiva das geleiras, formando um vale onde hoje corre o Rio Adige. Este é o principal corredor de ligação entre a Itália e o restante da Europa. A região do vale do rio Adige é conhecida como Alto Adige Trentino, onde a principal cidade é Trento.

 

 Nestes vales a plantação de frutas (principalmente os vinhedos) são culturas seculares, realizadas até mesmo nos morros menores, na forma de platôs. Devido ao estreito vale, as terras cultiváveis tornaram-se escassas para os habitantes da região. Essa foi uma das razões que motivaram os imigrantes a procurarem outras terras. 

   

Deixando a região do Alto Adige, entramos na região do Veneto e fomos conhecer a cidade de Verona, que é muito conhecida por ser o local onde está casa de Julieta. Uma estalagem do século XIII, cuja sacada Romeu teria subido em busca de sua amada. Acredita-se que quem passar a mão no seio direito da estátua, terá sempre bom desempenho... 

                    Nós não deixamos a oportunidade escapar!!!                         Informações sobre Verona: www.tourism.verona.it

 

À noitinha chegamos a um dos mais populares pontos de peregrinação da Itália: a Basílica de Santo Antônio de Pádua (www.sanantonio.it/index ou www.guidepadova.it).

Apesar de Santo Antônio ter rejeitado as riquezas terrenas, recebeu uma das mais luxuosas igrejas católicas já construídas. O túmulo do Santo fica no seu interior rodeado de cartões, fotos e agradecimentos por graças recebidas. Atrás do altar se encontram suas relíquias: a língua em perfeito estado, sua arcada dentária inferior completa, além do seu aparelho vocal, uma vez que ele foi conhecido pelo seu dom de oratória. 

 

O local é muito emocionante pela energia que possui. Sem querer conseguimos registrar um momento histórico: o transporte de um dos relicários de Santo Antônio, carregado pelo arcebispo do Vaticano durante a cerimônia do encerramento do ano santo e fechamento da porta santa. Isso só ocorre a cada 25 anos (e a gente estava lá !!!!!!!!!!!)

 

E aí estamos nós em Veneza: uma cidade que pode ser descrita como única. Construída em uma série de ilhotas (118) banhadas pelo mar Adriático, ela apresenta inúmeros canais, que substituem as ruas. Informações em www.turismovenezia.it

 

Durante a idade média Veneza foi uma importantíssima cidade mercantil, expandindo seu poder e influência por todo o Mediterrâneo até Constantinopla (atual Istambul). Isso pode ser percebido pela riqueza das artes e na arquitetura local (principalmente na Basílica de São Marcos). Em Veneza até os transportes coletivos como ônibus e taxis são feitos pela água. Suas ruas são exclusivas dos pedestres.

 

A Basílica de São Marcos foi construída ao longo de séculos. Para a sua construção foram trazidos mármores e adornos de diversas partes do mundo. Os comerciantes que chegavam a Veneza eram obrigados por lei a trazerem presentes para adornar a Basílica. O interior da Basílica é coberto por 4240 m2 de mosaicos.

 

 

 

 

 

 

O mosaico ao lado mostra como o corpo de São Marcos teria sido roubado de Alexandria, na frente de guardas muçulmanos, escondido num lote de carne suína. As relíquias de santos eram um tesouro muitíssimo valorizado na época.

 

 

Olhem nós dois juntinhos na frente da famosa Ponte dos Suspiros. Ela foi construída para unir o palácio ducal à prisão local e recebeu esse nome não por ter sido um local romântico, mas sim pelos suspiros dos criminosos que eram mantidos prisioneiros até o momento de sua execução.

 

 

 

Quando eles não ficavam pendurados na torre do campanário da Igreja de São Marcos, eram executados entre essas duas colunas. Nenhum veneziano passa entre elas por acreditarem que traz má sorte.

 

Agora entramos na região da Emília Romagna, muito famosa pela sua produção agro-alimentar e onde estão as sedes de grandes indústrias, como a fábrica de massas Barilla e o maior laticínio da Europa: a Parmalat, que conhecemos por dentro. Como a Cláudia é Engenheira de Alimentos, ela solicitou uma visita e foi atendida!!!

 

 

A fábrica da Parmalat que visitamos, é a de número UM do grupo e não fica na cidade de Parma, mas sim na vizinha cidadezinha de Collecchio.

(www.parmalat.it)

 

Tentamos visitar também a Barilla, famosa pelas suas massas, mas eles estavam em período de férias. Conseguimos vê-la da estrada.

(www.barilla.it)

 

A região da Emília Romana também é muito famosa pela produção do queijo Parmigiano (conhecido por nós como queijo parmesão). São produzidos com técnicas quase inalteradas ao longo dos séculos. Informações sobre a região de Parma em www.provincia.parma.it

 

Conseguimos uma visita neste pequeno laticínio, denominado de Caseifício, de propriedade da família PRATI. Esse senhor com o palito de dentes na boca é o dono e foi muito atencioso conosco, inclusive nos servindo porções de seu queijo regado com vinagre balsâmico da cidade de Modena.

 

O leite semi-desnatado é acrescentado ao soro para promover a fermentação. Depois e acrescentado o coalho e é formada uma massa em forma de bola.

 

 

Em seguida a massa é colocada em formas padrão, prensadas, salgadas em tanques com salmoura e estocadas para a completa fermentação (processo de cura) por dois anos. Após esse período ele é analisado e recebe o carimbo atestando sua qualidade.

Esse queijo ao lado, por exemplo, foi produzido em outubro de 1998 e já recebeu o seu carimbinho de PARMIGIANO REGGIANO. 

Só para satisfazer a curiosidade, essa maravilha custa só US$ 14.00/kg lá no Caseifício Prati.

 

A designação PARMEGIANO só pode ser dada aos produtos provenientes desta região (mesmo caso da Champagne da França), os demais produtos devem ser denominados de TIPO parmesão.

Gostaríamos de agradecer toda cortesia dos PRATI, que nos receberam com todo calor humano característico dos italianos. Passando pela região, não deixe de visitá-los: 

Caseificio PRATI - Via G. B. Vico, 63 - Villa Cella  (RE)

 

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