|
A tecnologia de ponta,
tanto no trato de problemas do ambiente, como na produção agrícola e industrial,
não pode prescindir de uma formação sólida em Ciências Naturais.
Se
investigarmos a base educacional das chamadas "Nações que deram certo", veremos
que em todas estas nações as Ciências Naturais (em especial as Ciências
Biológicas) foram priorizadas. Logo, é idealismo pueril pensar que qualquer país
possa integrar-se à economia de mercado do século vinte, sem antes passar pela
priorização do ensino em Ciências Naturais (incluindo as diversas áreas das
Ciências Biológicas) para os mais jovens (estudantes de 1o e
2o graus), assim como a priorização da formação do profissional em
Ciências com visão contextualizada, globalística e crítica. Essas prioridades só
serão possíveis com o estabelecimento de uma política integrada de educação,
ciência e tecnologia, bem como uma injeção maciça de recursos para que esta
política seja implementada.
Dentro dessas perspectivas, cabe aos biólogos, a
busca incessante das soluções para estas questões importantes, não apenas no
âmbito da categoria, mas, e acima de tudo, requeridas pela sociedade brasileira,
uma vez que os problemas ambientais emergentes do sistema econômico em processo
no país, são muitos e em escala cada vez maiores (enchentes, efeito estufa,
destruição da ozonosfera, desequilíbrios ecológicos decorrentes da extinção de
numerosas espécies de seres vivos).
A sociedade, após a satisfação de suas
necessidades básicas, exigirá novos produtos e serviços que requerem
profissionais com ampla base de conhecimento para sua materialização. Tais
demandas podem ter como agente um profissional da Biologia - adaptável aos novos
desafios, essencial para a prestação de serviços avançados.
A Biologia, dada
às suas características de carreira, é talvez a profissão com maior número de
profissionais com pós-graduação nos níveis de mestrado, doutorado e
pós-doutorado. Hoje, mais do que nunca, o Biólogo está consciente da
importância da sua participação na sociedade. Sua intervenção em questões na
defesa da comunidade e do meio ambiente para assegurar a manutenção da
biodiversidade e um desenvolvimento sustentável constitui um exercício constante
de cidadania. |
|

Conselho Federal de Biologia
|
|
O profissional habilitado em
Ciências Biológicas poderá atuar em instituições de ensino básico, médio e
superior, institutos de pesquisa, órgãos governamentais e empresas públicas e
privadas. Tem como opção ainda prestar assessoramentos, emitir laudos técnicos e
avaliar áreas e fatores diversos de impacto ambiental. Igualmente, poderá
desenvolver trabalhos nas áreas de Engenharia Genética, Biotecnologia, Biologia
Marinha, Ecologia, Parasitologia, Fitoquímica, Reflorestamento, Manejo de
Populações Vegetais e Animais, Biologia Sanitária e Ambiental, entre
outras.
Censo
Fonte : Jornal do
CRBio3 , ano VIII, no 23 |
| CRBio 1a
Região |
9.323 |
| CRBio 2a Região |
6.561 |
| CRBio 3a Região |
4.049 |
| CRBio 4a Região |
2.547 |
| CRBio 5a Região |
3.123 |
| Total no Brasil |
25.603 | |
|
|
CRBio
3a Região
Biólogos
Registrados até março de 2000
|
| Rio Grande do
Sul |
2.601 |
| Paraná |
932 |
| Santa Catarina |
516 |
| Total |
4.049 |
|
|